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Parada Obrigatória

O maior caldeirão cultural da América Latina, no coração do Agreste.

Climinha de serra, arte e cultura para todos os lados e movimentação capaz de agradar a públicos dos mais diversos, tudo de forma gratuita. Gostou? Há mais de 30 anos, esta é a realidade da Suíça Pernambucana, como é conhecida a cidade de Garanhuns. 

Localizada no Agreste do Estado, entre sete colinas (Monte Sinai, Triunfo, Columinho, Ipiranga, Antas, Magano e Quilombo) - o que garante uma atmosfera de montanha, com temperatura média anual de 21 graus, oscilando entre a mínima de 9 no inverno e a máxima de 30 no verão -, essa graça de refúgio faz do mês de julho o período ideal para um evento em que cabem Nordeste e mundo adentro, com todos os estilos culturais possíveis em 18 dias de programação. Em meio ao frio, um caldeirão intenso de grandes experiências e lembranças para a vida. 
 

 
Bem-vindos ao Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). De 9 a 26 de julho deste ano, a ideia da ação é promover grande encontro de povos e manifestações de identidade.

“Mais que um evento artístico, o FIG é uma experiência que transforma nossa cidade em um palco de expressões culturais de diferentes regiões do Brasil e do mundo”, situa Sandra Albino, secretária municipal de Cultura e Turismo de Garanhuns.

A Bon Voyage embarca nos detalhes do projeto para entender como ele se tornou destino imperdível e permanente no calendário do país há mais de três décadas.

Desde o começo, a proposta é mesclar vários estilos, em aposta segura na representatividade cultural e valorização da produção pernambucana e nordestina. Os pontos, aliados à qualidade técnica dos participantes, ajudaram a moldar a essência do Festival como epicentro festivo.

Para se ter ideia, a edição deste ano terá ações distribuídas em mais de 20 polos a partir de linguagens como teatro, dança, circo, literatura, artes visuais, cultura popular, audiovisual e formação cultural. Entre os shows confirmados estão o de Zezo, Alcione, Adriana Calcanhotto, Luisa Sonza, Thiaguinho, Gustavo Mioto e Os Paralamas do Sucesso.

Segundo Sandra, “desde 2024, o FIG passou a ser municipalizado, realizado pela Prefeitura de Garanhuns, fortalecendo ainda mais a identidade do festival e ampliando o planejamento com antecedência, investimentos e valorização da cultura local”.
 

A secretária sublinha que a dimensão alcançada fez com que o Festival passasse a ser reconhecido oficialmente como manifestação da cultura nacional por meio da Lei nº 15.375, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Isso reforça ainda mais a importância histórica, cultural e simbólica do evento para Pernambuco e o Brasil”, festeja.

O que diz quem já foi

Presente desde a primeira edição do Festival, com 34 anos de história, a bibliotecária Ana Jaíra de Sousa Lira, 69, diz que o FIG mudou a dinâmica ao longo do tempo, embora sempre mirando na expansão.

“Ele se diversificou e ampliou as atividades para mais de 20 pólos, tornando-se, assim, o maior evento multicultural da América Latina”.

À lembrança, vêm sobretudo os shows dos quais participou. Ana já viu de perto nomes do porte de Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Caetano Veloso, João Bosco, Ana Carolina, Vanessa da Mata, 14 Bis, entre outros.

No semblante nostálgico, a alegria de ter feito parte desses instantes. “Acho que o FIG dá essa oportunidade para pessoas de várias classes conhecerem grandes nomes da música brasileira, além de impulsionar o turismo na cidade”.

Ao mesmo tempo, como moradora de Garanhuns, reconhece o poder da circulação de diferentes pessoas por meio da festa e como esse movimento impulsiona avanços.

“Vem muita gente desconhecida pra cá e, aqui, eles realmente têm um reconhecimento maravilhoso. O evento descobre fazedores de cultura, reconhece artistas, dá destaque e oportunidade… É emocionante e significativo”.

Ana Jaíra é prova viva do que diz a sabedoria popular que ronda por aquelas bandas: quem bebe da água de Garanhuns, um dia volta. Um dia, ou sempre! 
 

3 motivos

para ficar
de olho no FIG

1

Democratização do acesso à arte: programação gratuita do evento abre possibilidade para aproveitamento integral das atividades e, claro, conhecer gente nova. Sem falar que, devido à pluralidade da programação, dá para ir com quem você quiser – de crianças a idosos, de jovens a casais.

2

Grandes atrações: seja na música ou em outras linguagens, o FIG é famoso pela primorosa curadoria na hora de reunir o melhor elenco para os vários dias de festival.

3

Valorização da economia criativa: além de curtir os dias de festa, ainda é possível apoiar a arte feita por pessoas da própria cidade, otimizando o comércio local.

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